Recados
Inspirado pelo blogue Online Goddess, manterei uma página de “recados” com textículos (lá ele) mais ou menos curtos, que não rendem uma publicação independente e nem merecem ir ao feed.
É uma faceta mais livre e descontraída deste espaço, ao estilo tuiteiro, que nenhuma das outras modalidades de publicações contemplavam.
Ao contrário da página /agora, não falarei sempre de coisas pessoais. Como é simplesmente uma página que vou editando de quando em vez, novos recados não serão notificados ― ou seja, você só pode acompanhá-los in loco.
Março de 2026
Terça, 3. Troquei o meu endereço de e-mail. O Proton estava praticamente com o espaço esgotado. Se quiser comentar alguma coisa destas Ideias de Chirico, envie uma mensagem para arlondeserragrande@disroot.org
Editarei o rodapé das publicações também...
Aliás, nada como um problema para denunciar outros...
Decidi trocar de serviço de e-mail porque o Proton só disponibiliza 1GB de armazenamento de mensagens. No início do serviço, é até suficiente. Dois anos depois, já está lotado.
Então pensei “Bom, já que é para trocar, vou tentar um outro serviço que tenha outros recursos”. Decidi assumir um Disroot, porque ele permite logar em clientes de terceiros, como Thunderbird. Através do Thunderbird, é possível manter mensagens em modo offline, e agendar envio.
O Proton não permite isso. Só é possível ver e-mails via desktop pelo webmail. Até aí, “tudo bem”.
Agora, com a conta nova criada, o que se faz? Configura-se o encaminhamento automático para um endereço novo. Questão de rotina; já o fiz diversas outras vezes com contas Google.
E eis que para a minha surpresa, acabo de saber que Proton não permite encaminhamento automático em um plano gratuito. O principal suíte privativo antiGoogle tem táticas de marketing que faria um CEO techbro ter espasmos de tesão.
Felizmente, os demais serviços da Proton são decentes. Porém vou me desfazer desse endereço de e-mail o mais rápido possível.
Segunda, 2. Rolo pelo Lemmy. Claramente há uma grande cisão entre um Fediverso “shitposting” com um Fediverso discursivo. Os lemmyanos diferenciam esses dois polos (que raramente se tocam) como “fioverso” e “blogoverso”. Acho justo.
Fevereiro de 2026
Sábado, 28. Ontem consegui um gás para escrever o “Manifesto Offpunk”...
Sábado, 21. Rolando pelo Lerama e decido com toda a certeza: blogues têm mais molho do que newsletters. Felizmente ainda há alguns desses últimos que se salvam, mas em geral os demais parecem mais revivais do Tumblr, uma poesia barata aqui, um desabafo praculá, uma fotinha bonitinha ali. Uma breguice só.
E escrevem muito mal. Não consigo terminar a maioria dos textos que começo a ler, não há cadência na escrita, não há costura alguma, parecem textos que andam em círculos sempre, sempre redundantes e cheio de clichês. Ler o primeiro parágrafo e ler qualquer outro não faz diferença: dá igual.
O mais engraçado de tudo é que “newsletter” só se resume a Substack. Só tem essa plataforma de newsletter por acaso? Caso haja uma espécie de antonomásia, quando as pessoas se referirem a todo e qualquer newsletter como “Substack”, isso vai ser uma tristeza...
Quarta-feira, 18. Acabo de apagar o meu perfil Friendica. Minha atividade fediversal se limitará ao Lemmy e ao WriteFreely a partir de agora.
Terça-feira, 17. Configuro um software para transcrever minhas notas em áudio, o Speech Note. Eu costumava utilizá-lo antes de formatar o computador. Como voltei a gravar mais áudios como forma de “sentir que estou escrevendo”, decidi baixar o programa e prepará-lo.
Ele é uma mão na roda, mas que está tomando muito tempo. Às vezes penso se não seria melhor escrever somente com os recursos primários ― papel, caneta e a cabeça ―; que o desenvolvimento de ferramentas de escrita na verdade estão é complexificando uma coisa que é simples: escrever. Digo, não escrever em si, mas: passar uma mensagem para outra pessoa.
De qualquer forma, gosto de experimentar novas ferramentas, e sempre o enfatizei aqui. Talvez o que esteja me aborrecendo seja a curva de aprendizado que cada ferramenta me toma. Um baita dilema. Quem domina os instrumentos básicos não passariam po isso. Porém, eu que domino instrumentos alternativos, digo: por que não reinventar aquilo que já está dado como definitivo?
E por que trabalho sobre esse software? Gravei alguns áudios relatando sobre o porquê de eu estar bastante desmotivado a seguir utilizando redes sociais tradicionais (ou “numéricas”, como chamo nessas notas). Até o fim deste mês, se tudo der certo, publico esse textículo. Não estou com saco de ouvir o áudio, de mais ou menos quatro minutos, para ir desenvolvendo as ideias. Prefiro transcrevê-lo automaticamente e expandi-lo, mesmo que a transcrição não seja boa.
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Leio esta crônica do Ivan Jerônimo:“O esporte menos instagramável do mundo”. Este blogue é o mais perto que chego da experiência de acompanhar uma coluna de jornal. Sim, leio jornais (me julguem), mas não com frequência. Fico animado toda vez que recebo notificação via RSS de uma nova publicação de Ivan. Me seduz bastante o seu estilo cronista. Cheguei até mesmo a indicar um texto seu para meus alunos de Redação quando o assunto era o gênero textual crônica. O mais engraçado de tudo é que ele não tem a escrita como principal meio de expressão, mas sim o desenho...
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Uma coisa engraçada do corpo: se o seu pé tiver comichão e você o coçar, você sente cócegas.
Sexta-feira, 13. Um mês sem acessar o Friendica. Não sei mais lidar com seguidores, curtidas, compartilhamentos e tudo quanto. Acho que basear a atividade virtual em números é um tiro no pé. Inclusive planejo escrever um texto sobre isso. Falta a disposição. E se eu largasse todas as redes e me mantivesse só com este blogue e o e-mail?
Nesse meio tempo, ando publicando cada vez mais (e a contragosto) no Instagram, a fim de divulgar o meu livro “Estudando Poesia”. Sonho com o dia em que a gente possa ter reconhecimento sem ter de se expôr. Parece uma contradição, mas não é.