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    <title>Linux &amp;mdash; daltux</title>
    <link>https://blog.ayom.media/daltux/tag:Linux</link>
    <description>Pelas liberdades de executar, estudar, aprimorar e compartilhar a tecnologia.</description>
    <pubDate>Wed, 15 Apr 2026 01:57:43 +0000</pubDate>
    <item>
      <title>GNU Linux-libre: liberte e renove o núcleo de sua máquina com o repositório Freesh</title>
      <link>https://blog.ayom.media/daltux/gnu-linux-libre-liberte-e-renove-sua-maquina-com-freesh</link>
      <description>&lt;![CDATA[img alt=&#34;Desenho cartunístico de um pinguim azul que segura um escovão e uma toalha, como se acabasse de tomar banho.&#34; src=&#34;https://www.fsfla.org/ikiwiki/selibre/linux-libre/freedo.svg&#34; width=&#34;150&#34; align=&#34;right&#34; title=&#34;Freedo, mascote do Linux-libre. Desenho de Rubén Rodrígues Pérez.&#34;GNU Linux-libre é, atualmente, o núcleo oficial do sistema operacional GNU. É quase o mesmo que Linux, o grande kernel que costuma ser usado não apenas com o GNU como com diversos outros. Contudo, Linux-libre é o resultado de um processo de detecção e limpeza de partes privativas a cada lançamento do Linux, visando garantir, diferentemente deste, que seja 100% software livre.&#xA;&#xA;!--more--Leia mais sobre esse projeto tão fundamental para a liberdade de software em sua página oficial (em inglês) ou em artigo da Wikipédia.&#xA;&#xA;Freesh&#xA;&#xA;O projeto GNU Linux-libre, mantido por FSFLA com apoio da FSF, possui um repositório chamado Freesh, compatível com apt. Ele contém pacotes em formato deb do kernel prontos para instalação em PureOS, Trisquel ou tantas outras distribuições de GNU derivadas de Debian, mesmo aquelas que normalmente são acompanhadas do Linux comum &amp;mdash; o famoso kernel que não é considerado software livre por conter módulos com conteúdo binário desacompanhado de código-fonte ou ofuscado e que, portanto, priva a comunidade de uma ou mais das suas liberdades essenciais.&#xA;&#xA;  Similarmente, há também um repositório compatível com dnf chamado RPM Freedom.&#xA;&#xA;O repositório Freesh, ao mesmo tempo em que possibilita libertar uma máquina do software privativo trazido pelo Linux comum, ainda pode causar o efeito colateral de deixá-la mais renovada, pois apresenta os lançamentos mais recentes do kernel, que poderiam demorar muito a chegar a ela. Após defini-lo em arquivo no diretório /etc/apt/sources.list.d, basta atualizar os dados dos repositórios e instalar o metapacote linux-libre para ter a últimíssima versão do kernel ou, se desejar algo testado por mais tempo, linux-libre-lts.&#xA;&#xA;Espelhos&#xA;&#xA;Os repositórios raiz do projeto GNU Linux-libre são mantidos pela FSFLA em estrutura cedida pela FSF, em Boston, com alguns espelhos voluntariamente mantidos pelo mundo. Considerando a data de escrita deste texto, há poucos dias, eram três, em Austrália, Equador e Turquia. Assim, surgiu a ideia de criar um espelho do Freesh no servidor de daltux.net como forma de contribuir com o projeto. Ele já foi adicionado à lista de espelhos lida pelo gerenciador de pacotes a cada atualização, se tiverem sido seguidas as instruções de instalação padrão da página do Freesh. Nesse caso, não é preciso fazer mais nada para aproveitá-lo. Também é possível definir diretamente https://daltux.net/freesh/ como origem, se desejar recorrer apenas a esse espelho &amp;mdash; algo menos recomendável.&#xA;&#xA;O novo espelho está situado na Alemanha. Permanece importante a criação de mais espelhos, em especial no Brasil, como em outros locais. Quem tiver alguma infraestrutura e interesse de realizar isso, que não é nada complicado, pode entrar em contato se precisar de mais detalhes. Basicamente, será a execução periódica de Shell script para atualizar com rsync um diretório a ser servido por HTTP(s).&#xA;&#xA;Exemplo&#xA;&#xA;Eis um exemplo de execução de atualização+limpeza de pacotes que demonstra a utilização de mais de um espelho automaticamente pelo apt ao baixar o linux-libre versão 6.17.2:&#xA;&#xA;$ sudo sh -c &#39;apt update &amp;&amp; apt upgrade --verbose-versions &amp;&amp; apt autopurge &amp;&amp; apt clean &amp;&amp; echo &amp;&amp; df -h / &amp;&amp; echo &amp;&amp; uptime&#39;&#xA;&#xA;[...]&#xA;Get:6 http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/mirrors.txt Mirrorlist [171 B]&#xA;[...]&#xA;1 package can be upgraded. Run &#39;apt list --upgradable&#39; to see it.&#xA;[...]&#xA;Upgrading:&#xA;   linux-libre (6.17.1 =  6.17.2)&#xA;&#xA;Installing dependencies:&#xA;   linux-image-6.17.2-gnu (6.17.2-gnu-1.0)&#xA;&#xA;Summary:&#xA;  Upgrading: 1, Installing: 1, Removing: 0, Not Upgrading: 0&#xA;  Download size: 103 MB&#xA;  Space needed: 576 MB / [...] available&#xA;  └─ in /boot:  84.5 MB / [...] available&#xA;&#xA;Continue? [Y/n]&#xA;Get:1 http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/mirrors.txt Mirrorlist [171 B]&#xA;Get:3 https://daltux.net/freesh freesh/main amd64 linux-libre amd64 6.17.2 [780 B]&#xA;Get:2 https://mirror.cedia.org.ec/linux-libre/freesh freesh/main amd64 linux-image-6.17.2-gnu amd64 6.17.2-gnu-1.0 [103 MB]&#xA;Fetched 103 MB in 20s (5154 kB/s)&#xA;[...]&#xA;Setting up linux-libre (6.17.2) ...&#xA;[...]&#xA;&#xA;Dica adicional: nala&#xA;&#xA;Algo sobre o gerenciador de pacotes apt em geral: quando o mesmo pacote/versão está disponível em mais de uma origem configurada, ele já usa origens aleatórias para baixar cada pacote e pode passar a outra origem caso alguma apresente erro. Se desejar, mais do que isso, tentar usar paralelamente mais de um espelho definido para baixar o mesmo pacote, o programa nala consegue realizar isso. Vale a pena? Depende: cumulando essas condições com gargalos no lado do servidor, pode haver benefício. Senão, continue usando apt normalmente.&#xA;&#xA;A dica mais importante é evitar repositórios que contenham software não livre.&#xA;&#xA;#GNU #LinuxLibre #Linux #Debian #apt #SoftwareLivre&#xA;&#xA;span class=&#34;post-sig&#34; lang=&#34;pt-BR&#34;🇧🇷🇵🇹 a href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;Este blogue/a © 2023-26 por a href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a é publicado sob a licença a href=&#34;https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br&#34; target=&#34;blank&#34; title=&#34;Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional&#34; CC BY-SA 4.0/a.br/span lang=&#34;en&#34;🇨🇦🇬🇧 a rel=&#34;cc:attributionURL&#34; href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;This blog/a © 2023-26 by a rel=&#34;cc:attributionURL dct:creator&#34; property=&#34;cc:attributionName&#34; href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a is licensed under a href=&#34;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;license noopener noreferrer&#34; style=&#34;display:inline-block;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;CC BY-SA 4.0/a. !--&amp;#x1F16D;&amp;#x1F16F;&amp;#x1F10E;--/span/spanspan style=&#34;font-size: 1.5em; vertical-align:middle;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;&#xD;&#xA;&amp;#127341;&amp;#127343;&amp;#127246;/span]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Desenho cartunístico de um pinguim azul que segura um escovão e uma toalha, como se acabasse de tomar banho." src="https://www.fsfla.org/ikiwiki/selibre/linux-libre/freedo.svg" width="150" align="right" title="Freedo, mascote do Linux-libre. Desenho de Rubén Rodrígues Pérez.">GNU <strong>Linux-libre</strong> é, atualmente, o núcleo oficial do sistema operacional <a href="https://gnu.org" rel="nofollow">GNU</a>. É <em>quase</em> o mesmo que Linux, o grande <em>kernel</em> que costuma ser usado não apenas com o GNU como com diversos outros. Contudo, Linux-libre é o resultado de um processo de detecção e limpeza de partes privativas a cada lançamento do Linux, visando garantir, diferentemente deste, que seja <strong>100%</strong> <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html" rel="nofollow"><em>software</em> livre</a>.</p>

<p>Leia mais sobre esse projeto tão fundamental para a liberdade de <em>software</em> em sua <a href="https://linux-libre.fsfla.org/" rel="nofollow">página oficial (em inglês)</a> ou em artigo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Linux-libre" rel="nofollow">Wikipédia</a>.</p>

<h2 id="freesh">Freesh</h2>

<p>O projeto GNU Linux-libre, mantido por <a href="https://fsfla.org" title="Fundação Software Livre América Latina" rel="nofollow">FSFLA</a> com apoio da <a href="https://fsf.org" title="Free Software Foundation" rel="nofollow">FSF</a>, possui um repositório chamado <a href="https://www.fsfla.org/ikiwiki/selibre/linux-libre/freesh" rel="nofollow"><strong>Freesh</strong></a>, compatível com <code>apt</code>. Ele contém pacotes em formato <code>deb</code> do <em>kernel</em> prontos para instalação em <a href="https://pureos.net" rel="nofollow">PureOS</a>, <a href="https://trisquel.info" rel="nofollow">Trisquel</a> ou tantas outras <a href="https://www.gnu.org/distros/" rel="nofollow"><strong>distribuições</strong> de GNU</a> derivadas de <a href="https://www.gnu.org/distros/common-distros.html#Debian" rel="nofollow">Debian</a>, mesmo aquelas que normalmente são acompanhadas do Linux comum — o famoso <em>kernel</em> que não é considerado <em>software</em> livre por conter módulos com conteúdo binário desacompanhado de código-fonte ou ofuscado e que, portanto, <a href="https://aulete.com.br/privar" title="Definição do verbo privar segundo o dicionário Aulete" rel="nofollow"><strong>priva</strong></a> a comunidade de uma ou mais das suas <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html#four-freedoms" rel="nofollow">liberdades essenciais</a>.</p>

<blockquote><p>Similarmente, há também um repositório compatível com <code>dnf</code> chamado <a href="https://www.fsfla.org/ikiwiki/selibre/linux-libre/rpmfreedom" rel="nofollow">RPM Freedom</a>.</p></blockquote>

<p>O repositório <strong><em>Freesh</em></strong>, ao mesmo tempo em que possibilita libertar uma máquina do <em>software</em> privativo trazido pelo Linux comum, ainda pode causar o efeito colateral de deixá-la mais renovada, pois apresenta os lançamentos mais recentes do <em>kernel</em>, que poderiam demorar muito a chegar a ela. Após defini-lo em arquivo no diretório <code>/etc/apt/sources.list.d</code>, basta atualizar os dados dos repositórios e instalar o metapacote <strong><code>linux-libre</code></strong> para ter a últimíssima versão do <em>kernel</em> ou, se desejar algo testado por mais tempo, <strong><code>linux-libre-lts</code></strong>.</p>

<h2 id="espelhos">Espelhos</h2>

<p>Os repositórios raiz do projeto GNU Linux-libre são mantidos pela FSFLA em estrutura cedida pela FSF, em Boston, com alguns espelhos voluntariamente mantidos pelo mundo. Considerando a data de escrita deste texto, há poucos dias, eram três, em Austrália, Equador e Turquia. Assim, surgiu a ideia de criar um espelho do <strong>Freesh</strong> no servidor de <code>daltux.net</code> como forma de contribuir com o projeto. Ele já <a href="https://www.fsfla.org/pipermail/linux-libre/2025-October/003605.html" title="Mensagem de Jason Self à lista de discussão do Linux-libre na FSFLA sobre a inclusão do espelho na lista." rel="nofollow">foi adicionado</a> à <a href="https://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/mirrors.txt" rel="nofollow">lista de espelhos</a> lida pelo gerenciador de pacotes a cada atualização, se tiverem sido seguidas as instruções de instalação padrão da página do Freesh. Nesse caso, não é preciso fazer mais nada para aproveitá-lo. Também é possível definir diretamente <code>https://daltux.net/freesh/</code> como origem, se desejar recorrer apenas a esse espelho — algo menos recomendável.</p>

<p>O novo espelho está situado na Alemanha. Permanece importante a criação de mais espelhos, em especial no Brasil, como em outros locais. Quem tiver alguma infraestrutura e interesse de realizar isso, que não é nada complicado, pode entrar em <a href="https://daltux.net/" title="Veja página com meios de contactar o autor" rel="nofollow">contato</a> se precisar de mais detalhes. Basicamente, será a execução periódica de <a href="https://daltux.net/freesh/freesh-mirror.sh" title="Baixe, analise, adapte o script freesh-mirror.sh" rel="nofollow"><em>Shell script</em></a> para atualizar com <code>rsync</code> um diretório a ser servido por HTTP(s).</p>

<h3 id="exemplo">Exemplo</h3>

<p>Eis um exemplo de execução de atualização+limpeza de pacotes que demonstra a utilização de mais de um espelho automaticamente pelo <code>apt</code> ao baixar o <code>linux-libre</code> versão <code>6.17.2</code>:</p>

<pre><code class="language-shell">$ sudo sh -c &#39;apt update &amp;&amp; apt upgrade --verbose-versions &amp;&amp; apt autopurge &amp;&amp; apt clean &amp;&amp; echo &amp;&amp; df -h / &amp;&amp; echo &amp;&amp; uptime&#39;

[...]
Get:6 http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/mirrors.txt Mirrorlist [171 B]
[...]
1 package can be upgraded. Run &#39;apt list --upgradable&#39; to see it.
[...]
Upgrading:
   linux-libre (6.17.1 =&gt; 6.17.2)

Installing dependencies:
   linux-image-6.17.2-gnu (6.17.2-gnu-1.0)

Summary:
  Upgrading: 1, Installing: 1, Removing: 0, Not Upgrading: 0
  Download size: 103 MB
  Space needed: 576 MB / [...] available
  └─ in /boot:  84.5 MB / [...] available

Continue? [Y/n]
Get:1 http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/mirrors.txt Mirrorlist [171 B]
Get:3 https://daltux.net/freesh freesh/main amd64 linux-libre amd64 6.17.2 [780 B]
Get:2 https://mirror.cedia.org.ec/linux-libre/freesh freesh/main amd64 linux-image-6.17.2-gnu amd64 6.17.2-gnu-1.0 [103 MB]
Fetched 103 MB in 20s (5154 kB/s)
[...]
Setting up linux-libre (6.17.2) ...
[...]
</code></pre>

<h3 id="dica-adicional-nala">Dica adicional: nala</h3>

<p>Algo sobre o gerenciador de pacotes <code>apt</code> em geral: quando o mesmo pacote/versão está disponível em mais de uma origem configurada, ele já usa origens aleatórias para baixar cada pacote e pode passar a outra origem caso alguma apresente erro. Se desejar, mais do que isso, tentar usar paralelamente mais de um espelho definido para baixar o mesmo pacote, o programa <code>nala</code> consegue realizar isso. Vale a pena? Depende: cumulando essas condições com gargalos no lado do servidor, pode haver benefício. Senão, continue usando <code>apt</code> normalmente.</p>

<p>A dica mais importante é evitar repositórios que contenham <em>software</em> não livre.</p>

<p><a href="/daltux/tag:GNU" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNU</span></a> <a href="/daltux/tag:LinuxLibre" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">LinuxLibre</span></a> <a href="/daltux/tag:Linux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Linux</span></a> <a href="/daltux/tag:Debian" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Debian</span></a> <a href="/daltux/tag:apt" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">apt</span></a> <a href="/daltux/tag:SoftwareLivre" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">SoftwareLivre</span></a></p>

<p><span class="post-sig" lang="pt-BR">🇧🇷🇵🇹 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">Este blogue</a> © 2023-26 por <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> é publicado sob a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br" target="_blank" title="Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>.<br/><span lang="en">🇨🇦🇬🇧 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">This blog</a> © 2023-26 by <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> is licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/" target="_blank" style="display:inline-block;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>. </span></span><span style="font-size: 1.5em; vertical-align:middle;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license">
🅭🅯🄎</span></p>
]]></content:encoded>
      <guid>https://blog.ayom.media/daltux/gnu-linux-libre-liberte-e-renove-sua-maquina-com-freesh</guid>
      <pubDate>Tue, 14 Oct 2025 15:43:34 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O Linux é para ser instalado a cada nova versão? Será que não? 🐧🆙💭</title>
      <link>https://blog.ayom.media/daltux/o-linux-e-para-ser-instalado-a-cada-nova-versao</link>
      <description>&lt;![CDATA[Para quem se pergunta se é preciso reinstalar Linux a cada nova versão lançada, a resposta, francamente, é sim! E isso é muito mais frequente do que o establishment faz com que você acredite. Ainda que resumida, o que segue é uma explicação técnica, mas vá diretamente ao fim se preferir.&#xA;&#xA;!--more--A cada nova versão disponibilizada nos repositórios configurados em sua máquina, você tem alguma alternativa para atualizar o Linux a não ser por sua instalação? Negativo. Seu gerenciador de pacotes instala o novo Linux e normalmente desinstala os anteriores, exceto um que ficará de salvaguarda. Quando reiniciar a máquina, portanto, um Linux novo será executado. Em Debian e derivados, isso é definido pelo metapacote linux-image-amd64, o mais comum, cuja descrição é:&#xA;&#xA;Linux for 64-bit PCs (meta-package)&#xA;&#xA;No momento desta redação, sua dependência concreta é o pacote linux-image-6.12.38+deb13-amd64 (= 6.12.38-1). Quando for lançada uma versão posterior de Linux no repositório, por alteração da dependência do meta-pacote citado, um novo pacote concreto do Linux será sugerido pelo gerenciador de pacotes. A não ser continuar com o Linux antigo (ou remendá-lo durante a execução em alguns casos excepcionais), não há outra operação que pode ser feita sobre isso: você vai instalar o Linux novo.&#xA;&#xA;Sim: como visto, Linux é um entre centenas de componentes necessários para operar sua máquina da forma projetada, em um conjunto reunido por distribuidores do que costuma ser o GNU, com o kernel Linux.&#xA;&#xA;Um fenômeno que ocorre há tempos é denominado sinédoque, um tipo específico de metonímia. Isso causa estranhamento por quem defende que, em vez do nome de parte, as pessoas poderiam lembrar de chamar o todo pelo seu nome próprio: GNU. Para, mesmo assim, mencionar o kernel: GNU/Linux.&#xA;&#xA;a href=&#34;https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Debian13%22Trixie%22GNU%2BLinux.png&#34; title=&#34;Captura de tela do terminal com dados sobre Linux, o kernel.&#34;img src=&#34;https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Debian13%22Trixie%22GNU%2BLinux.png&#34; alt=&#34;Captura de tela de terminal Xfce com saídas de comandos uname-a, lsbrelease -a, apt policy e apt show sobre pacotes linux-image-amd64&#34; width=&#34;100%&#34;/a&#xA;&#xA;#Linux #GNU #GNUlinux #Debian #Debian13 #Trixie&#xA;&#xA;span class=&#34;post-sig&#34; lang=&#34;pt-BR&#34;🇧🇷🇵🇹 a href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;Este blogue/a © 2023-26 por a href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a é publicado sob a licença a href=&#34;https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br&#34; target=&#34;blank&#34; title=&#34;Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional&#34; CC BY-SA 4.0/a.br/span lang=&#34;en&#34;🇨🇦🇬🇧 a rel=&#34;cc:attributionURL&#34; href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;This blog/a © 2023-26 by a rel=&#34;cc:attributionURL dct:creator&#34; property=&#34;cc:attributionName&#34; href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a is licensed under a href=&#34;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;license noopener noreferrer&#34; style=&#34;display:inline-block;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;CC BY-SA 4.0/a. !--&amp;#x1F16D;&amp;#x1F16F;&amp;#x1F10E;--/span/spanspan style=&#34;font-size: 1.5em; vertical-align:middle;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;&#xD;&#xA;&amp;#127341;&amp;#127343;&amp;#127246;/span]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Para quem se pergunta se é preciso reinstalar <a href="https://foldoc.org/linux" title="Linux e o sistema GNU" rel="nofollow">Linux</a> a cada nova versão lançada, a resposta, francamente, é <strong>sim!</strong> E isso é muito mais frequente do que o <em>establishment</em> faz com que você acredite. Ainda que resumida, o que segue é uma explicação técnica, mas vá diretamente ao fim se preferir.</p>

<p>A cada nova versão disponibilizada nos repositórios configurados em sua máquina, você tem alguma alternativa para atualizar o <strong>Linux</strong> a não ser por sua instalação? Negativo. Seu gerenciador de pacotes instala o novo Linux e normalmente desinstala os anteriores, exceto um que ficará de salvaguarda. Quando reiniciar a máquina, portanto, um Linux novo será executado. Em Debian e derivados, isso é definido pelo <a href="https://packages.debian.org/trixie/linux-image-amd64" rel="nofollow">metapacote <code>linux-image-amd64</code></a>, o mais comum, cuja descrição é:</p>

<pre><code>Linux for 64-bit PCs (meta-package)
</code></pre>

<p>No momento desta redação, sua dependência concreta é o pacote <a href="https://packages.debian.org/trixie/linux-image-6.12.38+deb13-amd64" rel="nofollow"><code>linux-image-6.12.38+deb13-amd64 (= 6.12.38-1)</code></a>. Quando for lançada uma versão posterior de Linux no repositório, por alteração da dependência do meta-pacote citado, um novo pacote concreto do Linux será sugerido pelo gerenciador de pacotes. A não ser continuar com o Linux antigo (ou <a href="https://www.kernel.org/doc/html/latest/livepatch/livepatch.html" rel="nofollow">remendá-lo</a> durante a execução em alguns casos excepcionais), não há outra operação que pode ser feita sobre isso: você <strong>vai instalar o Linux novo</strong>.</p>

<p>Sim: como visto, Linux é um entre centenas de componentes necessários para operar sua máquina da forma projetada, em um conjunto reunido por distribuidores do que costuma ser o <a href="https://www.gnu.org/gnu/linux-and-gnu.pt-br.html" rel="nofollow"><strong>GNU</strong>, com o <em>kernel</em> Linux</a>.</p>

<p>Um fenômeno que ocorre há tempos é denominado <a href="https://aulete.com.br/sin%C3%A9doque" rel="nofollow"><strong>sinédoque</strong></a>, um tipo específico de <a href="https://aulete.com.br/meton%C3%ADmia" rel="nofollow">metonímia</a>. Isso causa estranhamento por quem defende que, em vez do nome de parte, as pessoas poderiam lembrar de chamar o todo pelo seu nome próprio: <a href="https://www.gnu.org/gnu/gnu-history.pt-br.html" rel="nofollow">GNU</a>. Para, mesmo assim, mencionar o <em>kernel</em>: <a href="https://www.gnu.org/gnu/gnu-linux-faq.html" rel="nofollow">GNU/Linux</a>.</p>

<p><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Debian_13_%22Trixie%22_GNU%2BLinux.png" title="Captura de tela do terminal com dados sobre Linux, o kernel." rel="nofollow"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Debian_13_%22Trixie%22_GNU%2BLinux.png" alt="Captura de tela de terminal Xfce com saídas de comandos uname-a, lsb_release -a, apt policy e apt show sobre pacotes linux-image-amd64" width="100%"></a></p>

<p><a href="/daltux/tag:Linux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Linux</span></a> <a href="/daltux/tag:GNU" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNU</span></a> <a href="/daltux/tag:GNUlinux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNUlinux</span></a> <a href="/daltux/tag:Debian" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Debian</span></a> <a href="/daltux/tag:Debian13" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Debian13</span></a> <a href="/daltux/tag:Trixie" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Trixie</span></a></p>

<p><span class="post-sig" lang="pt-BR">🇧🇷🇵🇹 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">Este blogue</a> © 2023-26 por <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> é publicado sob a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br" target="_blank" title="Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>.<br/><span lang="en">🇨🇦🇬🇧 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">This blog</a> © 2023-26 by <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> is licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/" target="_blank" style="display:inline-block;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>. </span></span><span style="font-size: 1.5em; vertical-align:middle;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license">
🅭🅯🄎</span></p>
]]></content:encoded>
      <guid>https://blog.ayom.media/daltux/o-linux-e-para-ser-instalado-a-cada-nova-versao</guid>
      <pubDate>Sun, 10 Aug 2025 07:45:01 +0000</pubDate>
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      <title>Ambiente de trabalho privativo ou de software livre: seria apenas o primeiro suficientemente bom?</title>
      <link>https://blog.ayom.media/daltux/ambiente-de-trabalho-proprietario-ou-de-software-livre-seria-apenas-o-primeiro</link>
      <description>&lt;![CDATA[  🇬🇧 English version available small/ Uma versão em inglês também está disponível./small&#xA;&#xA;Discordo fortemente quando alguém afirma equivocadamente que &#34;Linux&#34; — querendo frequentemente dizer GNU — seria projetado para ser utilizado apenas pela linha de comando. Alegam que, por isso, usuários finais seriam melhor satisfeitos por um ou dois sistemas operacionais não livres para computadores pessoais, especialmente o que domina o mercado.&#xA;&#xA;!--more--Há, de fato, um enorme esforço de GNU/&#34;Linux&#34;/etc. no lado do servidor (back-end). Isso felizmente, já que é o tipo de sistema operacional que tem dado sustentação à sociedade da informação global, executando a maioria dos servidores da Web, a infraestrutura de telecomunicações em geral, os maiores supercomputadores, projetos científicos de variadas áreas. Seu núcleo está em dispositivos móveis e embarcados, incluindo veículos automotores. Os ditos interpretadores de comandos, na realidade, tornam a vida de quem aprende a usá-los mais fácil e rápida. Isso não é uma fraqueza, e sim uma vantagem muito poderosa.&#xA;&#xA;Dito isso, também tem havido grande desenvolvimento, por décadas, do que chamamos de ambientes de área de trabalho livres (Free Desktop), com diversas implementações, algumas menos e outras mais orientadas ao usuário final leigo.&#xA;&#xA;img src=&#34;https://daltux.net/img/blog/elementary-desktop.jpg&#34; alt=&#34;Captura de tela do Pantheon desktop, do Elementary OS. Apresenta fundo com uma foto de paisagem, barra superior transparente com letras e ícones brancos, destacando-se a ativação de um item responsável pela abertura de uma janela de escolha com vários ícones para lançar aplicativos e uma barra de texto por onde pode ser pesquisado algum aplicativo. Na parte inferior, há uma barra tipo dock com ícones pelos quais aparentemente também podem ser iniciados programas ou abertos aqueles que estejam em execução.&#34; title=&#34;Elementary OS, uma distribuição de GNU/Linux, exibindo menu de inicialização de aplicativos em sua área de trabalho, chamada Pantheon, exemplo de ambiente de trabalho livre projetado para proporcionar facilidade a usuários iniciantes.&#34; style=&#34;width:100%&#34; /&#xA;&#xA;Usuários comuns de navegadores Web e aplicativos em geral não têm necessidade de saber muito sobre o que o computador faz por trás da interface gráfica humano-máquina. Eles contam com outras pessoas para suporte técnico, e os ambientes desktop livres não mudam esse fato. A maior diferença é que oferecem mais opções e liberdades, dando a impressão de uma escolha mais difícil. Contudo, independentemente da categoria de software envolvida, quando solicitados a instalar ou dar manutenção em uma máquina dessas, faz parte do trabalho de profissionais de TI levantar o que seus clientes precisam no computador, conhecer as opções disponíveis ou pesquisá-las, para satisfazer essas necessidades. Não precisa ser tratado como uma religião que tenha algum dogma inquestionável para todas as situações, mesmo que isso infelizmente pareça ser o caso com frequência. Ao contrário, a idéia, aqui, é empoderar os usuários para que consigam exercer sua liberdade tecnológica e mantê-la sustentável.&#xA;&#xA;Meu pai (com mais de 70 anos) que, felizmente, é saudável, embora nunca tivesse usado um computador antes, acabou se tornando um usuário final de Xfce e Firefox praticamente sem treinamento. Ele sabe como ligar, colocar sua senha, iniciar o navegador por um ícone na tela, abrir alguns sites que deixei na Barra de Favoritos, como de notícias, correio eletrônico, instituições financeiras etc. Eventualmente, aprendeu como digitar outros endereços simples, fazer buscas, e até a iniciar uma sessão de assistência remota e me chamar quando precisa. Isso teve início antes de ter começado a usar celulares inteligentes. É como o usuário idoso médio de outros sistemas, ou melhor. Há alguns docentes pós-doutores que, mesmo utilizando o sistema operacional dominante, chegam a ter dificuldade para fazer isso tudo, talvez por falta da vontade necessária. Ele, na realidade, até chegou a experimentar, sem minha interferência, o sistema privativo que veio instalado em um então novo laptop, já há vários anos. Não demorou até me pedir para &#34;consertá-lo&#34;, para que deixasse como já estava acostumado. De vez em quando, atualizo para ele o GNU que, então, permanece estável, eficiente em uso de recursos, seguro, possuindo o que ele precisa, sendo que, com outro sistema, provavelmente a máquina já estaria obsoleta. Então, como poderia ele não estar feliz com isso? Reclama quando um site não faz o que ele quer, o provedor de Internet cai ou a impressora trava, como qualquer outro usuário. Por tudo que é tão elogiado naquele típico sistema operacional privativo, dito intuitivo, era para ser bem fácil para todas as pessoas se acostumarem a ele, certo?&#xA;&#xA;A lição é que qualquer mudança de hábito é muito difícil para a maioria das pessoas, que costumam ser teimosas. Se tivessem sido ensinadas desde o princípio a usar algum ambiente desktop, ferramentas e aplicativos livres, mesmo que diferentes de seus equivalentes privativos com funcionalidades semelhantes, elas estariam acostumadas e provavelmente evitariam a situação oposta. Assim como as massas têm sofrido lavagem cerebral para acreditarem que existe apenas uma maneira de usar o computador. É por isso que elas mantêm tudo na mesma, ainda que estejam sujeitas a obsolescência programada, aprisionamento tecnológico, práticas monopolistas, comprometimento de privacidade e segurança, ou algum outro tipo de dependência pesada das maiores corporações de tecnologia, preferindo isso a aprender qualquer coisa que pudesse torná-las capazes de exercer mais *liberdade perante o software*.&#xA;&#xA;#SoftwareLivre #GNU #Linux #GNULinux #GNOME #KDE #Xfce #LXDE #Pantheon #Budgie #Firefox #desktop #POSIX&#xA;&#xA;span class=&#34;post-sig&#34; lang=&#34;pt-BR&#34;🇧🇷🇵🇹 a href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;Este blogue/a © 2023-26 por a href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a é publicado sob a licença a href=&#34;https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br&#34; target=&#34;blank&#34; title=&#34;Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional&#34; CC BY-SA 4.0/a.br/span lang=&#34;en&#34;🇨🇦🇬🇧 a rel=&#34;cc:attributionURL&#34; href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;This blog/a © 2023-26 by a rel=&#34;cc:attributionURL dct:creator&#34; property=&#34;cc:attributionName&#34; href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a is licensed under a href=&#34;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;license noopener noreferrer&#34; style=&#34;display:inline-block;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;CC BY-SA 4.0/a. !--&amp;#x1F16D;&amp;#x1F16F;&amp;#x1F10E;--/span/spanspan style=&#34;font-size: 1.5em; vertical-align:middle;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;&#xD;&#xA;&amp;#127341;&amp;#127343;&amp;#127246;/span]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="proprietary-vs" rel="nofollow">🇬🇧 <em>English version available</em></a> <small>/ Uma versão em inglês também está disponível.</small></p></blockquote>

<p>Discordo fortemente quando alguém afirma equivocadamente que “<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux" rel="nofollow">Linux</a>” — querendo frequentemente dizer <strong><a href="https://www.gnu.org/home.pt-br.html" rel="nofollow">GNU</a></strong> — seria projetado para ser utilizado apenas pela <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Interface_de_linha_de_comandos" rel="nofollow">linha de comando</a>. Alegam que, por isso, usuários finais seriam melhor satisfeitos por um ou dois <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operativo" rel="nofollow">sistemas operacionais</a> <a href="https://www.gnu.org/philosophy/categories.pt-br.html#non-freeSoftware" rel="nofollow">não livres</a> para computadores pessoais, especialmente o que domina o mercado.</p>

<p>Há, de fato, um enorme esforço de GNU/“Linux”/etc. no lado do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Servidor" rel="nofollow">servidor</a> (<em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Front-end_e_back-end" rel="nofollow">back-end</a></em>). Isso felizmente, já que é o tipo de sistema operacional que tem dado sustentação à <a href="https://wikiless.bolha.one/wiki/Sociedade_da_informa%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow">sociedade da informação</a> global, executando a maioria dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Servidor_web" rel="nofollow">servidores da <em>Web</em></a>, a infraestrutura de telecomunicações em geral, os maiores <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Supercomputador" rel="nofollow">supercomputadores</a>, projetos científicos de variadas áreas. Seu núcleo está em dispositivos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Android" rel="nofollow">móveis</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_embarcado" rel="nofollow">embarcados</a>, incluindo veículos automotores. Os ditos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Interpretador_de_comandos" rel="nofollow">interpretadores de comandos</a>, na realidade, tornam a vida de quem aprende a usá-los mais fácil e rápida. Isso não é uma fraqueza, e sim uma vantagem muito poderosa.</p>

<p>Dito isso, também tem havido grande desenvolvimento, por décadas, do que chamamos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ambiente_de_%C3%A1rea_de_trabalho" rel="nofollow">ambientes de área de trabalho</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre" rel="nofollow">livres</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Freedesktop.org" rel="nofollow">Free Desktop</a>), com diversas implementações, algumas menos e outras mais orientadas ao usuário final leigo.</p>

<p><img src="https://daltux.net/img/blog/elementary-desktop.jpg" alt="Captura de tela do Pantheon desktop, do Elementary OS. Apresenta fundo com uma foto de paisagem, barra superior transparente com letras e ícones brancos, destacando-se a ativação de um item responsável pela abertura de uma janela de escolha com vários ícones para lançar aplicativos e uma barra de texto por onde pode ser pesquisado algum aplicativo. Na parte inferior, há uma barra tipo dock com ícones pelos quais aparentemente também podem ser iniciados programas ou abertos aqueles que estejam em execução." title="Elementary OS, uma distribuição de GNU/Linux, exibindo menu de inicialização de aplicativos em sua área de trabalho, chamada Pantheon, exemplo de ambiente de trabalho livre projetado para proporcionar facilidade a usuários iniciantes." style="width:100%"/></p>

<p>Usuários comuns de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Navegador_web" rel="nofollow">navegadores <em>Web</em></a> e aplicativos em geral não têm necessidade de saber muito sobre o que o computador faz por trás da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Interface_gr%C3%A1fica_do_utilizador" rel="nofollow">interface gráfica</a> humano-máquina. Eles contam com outras pessoas para suporte técnico, e os ambientes <em>desktop</em> livres não mudam esse fato. A maior diferença é que oferecem mais opções e <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html#four-freedoms" rel="nofollow">liberdades</a>, dando a <em>impressão</em> de uma <strong>escolha</strong> mais difícil. Contudo, independentemente da <a href="https://www.gnu.org/philosophy/categories.pt-br.html" rel="nofollow">categoria de <em>software</em></a> envolvida, quando solicitados a instalar ou dar manutenção em uma máquina dessas, faz parte do trabalho de profissionais de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow">TI</a> levantar o que seus clientes precisam no computador, conhecer as opções disponíveis ou pesquisá-las, para satisfazer essas necessidades. Não precisa ser tratado como uma religião que tenha algum dogma inquestionável para todas as situações, mesmo que isso infelizmente pareça ser o caso com frequência. Ao contrário, a idéia, aqui, é <strong>empoderar os usuários</strong> para que consigam exercer sua <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html" rel="nofollow">liberdade tecnológica</a> e mantê-la sustentável.</p>

<p>Meu pai (com mais de 70 anos) que, felizmente, é saudável, embora nunca tivesse usado um computador antes, acabou se tornando um usuário final de <a href="https://xfce.org/?lang=pt_BR" rel="nofollow">Xfce</a> e <a href="https://www.mozilla.org/pt-BR/firefox/new/" rel="nofollow">Firefox</a> praticamente sem treinamento. Ele sabe como ligar, colocar sua senha, iniciar o navegador por um ícone na tela, abrir alguns <em>sites</em> que deixei na Barra de Favoritos, como de notícias, correio eletrônico, instituições financeiras etc. Eventualmente, aprendeu como digitar outros endereços simples, fazer buscas, e até a iniciar uma sessão de assistência remota e me chamar quando precisa. Isso teve início antes de ter começado a usar celulares inteligentes. É como o usuário idoso médio de outros sistemas, ou melhor. Há alguns docentes pós-doutores que, mesmo utilizando o sistema operacional dominante, chegam a ter dificuldade para fazer isso tudo, talvez por falta da vontade necessária. Ele, na realidade, até chegou a experimentar, sem minha interferência, o sistema <a href="https://www.gnu.org/proprietary/proprietary.html" rel="nofollow">privativo</a> que veio instalado em um então novo <em>laptop</em>, já há vários anos. Não demorou até me pedir para “consertá-lo”, para que deixasse como já estava acostumado. De vez em quando, atualizo para ele o <a href="https://gnu.org/" rel="nofollow">GNU</a> que, então, permanece estável, eficiente em uso de recursos, seguro, possuindo o que ele precisa, sendo que, com outro sistema, provavelmente a máquina já estaria obsoleta. Então, como poderia ele não estar feliz com isso? Reclama quando um <em>site</em> não faz o que ele quer, o provedor de Internet cai ou a impressora trava, como qualquer outro usuário. Por tudo que é tão elogiado naquele típico sistema operacional privativo, dito intuitivo, era para ser bem fácil para todas as pessoas se acostumarem a ele, certo?</p>

<p>A lição é que qualquer mudança de hábito é muito difícil para a maioria das pessoas, que costumam ser teimosas. Se tivessem sido ensinadas desde o princípio a usar algum ambiente <em>desktop</em>, ferramentas e aplicativos <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html" rel="nofollow">livres</a>, mesmo que diferentes de seus equivalentes privativos com funcionalidades semelhantes, elas estariam acostumadas e provavelmente evitariam a situação oposta. Assim como as massas têm sofrido lavagem cerebral para acreditarem que existe apenas uma maneira de usar o computador. É por isso que elas mantêm tudo na mesma, ainda que estejam sujeitas a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolesc%C3%AAncia_programada" rel="nofollow">obsolescência programada</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aprisionamento_tecnol%C3%B3gico" rel="nofollow">aprisionamento tecnológico</a>, práticas monopolistas, comprometimento de privacidade e segurança, ou algum outro tipo de dependência pesada das <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/GAFAM" rel="nofollow">maiores corporações de tecnologia</a>, preferindo isso a aprender qualquer coisa que pudesse torná-las capazes de exercer mais <strong><a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html" rel="nofollow">liberdade perante o <em>software</em></a></strong>.</p>

<p><a href="/daltux/tag:SoftwareLivre" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">SoftwareLivre</span></a> <a href="/daltux/tag:GNU" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNU</span></a> <a href="/daltux/tag:Linux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Linux</span></a> <a href="/daltux/tag:GNULinux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNULinux</span></a> <a href="/daltux/tag:GNOME" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNOME</span></a> <a href="/daltux/tag:KDE" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">KDE</span></a> <a href="/daltux/tag:Xfce" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Xfce</span></a> <a href="/daltux/tag:LXDE" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">LXDE</span></a> <a href="/daltux/tag:Pantheon" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Pantheon</span></a> <a href="/daltux/tag:Budgie" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Budgie</span></a> <a href="/daltux/tag:Firefox" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Firefox</span></a> <a href="/daltux/tag:desktop" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">desktop</span></a> <a href="/daltux/tag:POSIX" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">POSIX</span></a></p>

<p><span class="post-sig" lang="pt-BR">🇧🇷🇵🇹 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">Este blogue</a> © 2023-26 por <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> é publicado sob a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br" target="_blank" title="Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>.<br/><span lang="en">🇨🇦🇬🇧 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">This blog</a> © 2023-26 by <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> is licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/" target="_blank" style="display:inline-block;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>. </span></span><span style="font-size: 1.5em; vertical-align:middle;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license">
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      <guid>https://blog.ayom.media/daltux/ambiente-de-trabalho-proprietario-ou-de-software-livre-seria-apenas-o-primeiro</guid>
      <pubDate>Mon, 25 Dec 2023 00:36:16 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Proprietary vs. Free Software desktop environments ease of use: is only the first good enough?</title>
      <link>https://blog.ayom.media/daltux/proprietary-vs</link>
      <description>&lt;![CDATA[  🇵🇹🇧🇷 Versão em português disponível small/ A Portuguese version is available./small&#xA;&#xA;I strongly disagree when people mistakenly claim that &#34;Linux&#34; (meaning GNU and other Unix-like) is designed to be used only on the command line interface, and therefore end users would be better served by one or two more common desktop operating systems, especially the currently dominant one.&#xA;&#xA;!--more--There is indeed a strong &#34;Linux&#34;/etc focus on the backend/server-side, thankfully, as they drive the information society world today, running most web and database servers and other infrastructure, supercomputers, important scientific projects, artificial intelligence development, mobile) and embedded devices, like probably even your automobile. The said command line interpreters actually make life easier and faster for those who learn how to use them. This is not a weakness, but a very powerful feature.&#xA;&#xA;Having said that, there has also been great development for decades on what we call Free Desktop environments, with many different implementations, some more end-user oriented than others.&#xA;&#xA;img src=&#34;https://daltux.net/img/blog/elementary-desktop.jpg&#34; alt=&#34;Screenshot of Pantheon desktop, from Elementary OS, having a landscape wallpaper image, a transparent top bar with white characters and icons, highlighting the activation of an item responsable for opening an application selection menu with several icons to launch them and a text field for app searching. At the bottom, there is a dock with icons, probably for opening applications already running.&#34; title=&#34;Elementary OS, a GNU/Linux distribution, showing an application start menu on its desktop, named Pantheon, an example of free desktop environment especially designed for beginners.&#34; style=&#34;width:100%&#34; /&#xA;&#xA;Regular web browser and most application users have no need to know much about what the computer is doing behind the graphical human-machine interface. They rely on other people for technical support, and Free Desktop environments do not change this fact. The main difference is that there are more options and freedoms, giving the impression of a harder choice. However, when asked to install software and maintain such a machine, it is the job of good computer technicians to learn the needs of their clients, know or find the options, and meet those needs. It does not have to be like a religion with a single, unquestionable, true solution for all situations, as is unfortunately often the case. On the contrary, the idea here is to empower users to fulfill their freedom and keep it sustainable.&#xA;&#xA;My old man (over 70 years old), who is fortunately healthy but had never used a computer before, became a Xfce/Firefox &#34;light&#34; end user without proper training. He knows how to turn it on, enter his password, start the browser that has an icon, load some sites I left on the Bookmarks Toolbar, e.g. his banks, stock market, email provider, favorite news. Eventually, he learned how to type in other simple addresses, search, and even call me for remote assistance if needed. All this before he started using smartphones. Just like or better than the average older user of other systems. There are some PhD professors at the university who, even on the dominant OS, have a hard time doing all this, perhaps lacking the necessary will. He actually tried the built-in proprietary system without my interference after buying a new laptop (already years ago), but soon asked me to &#34;fix&#34; it. From time to time I upgrade Debian for him, then it remains stable, resource efficient, secure, has what he needs, so how could he not be happy with it? He complains when a website doesn&#39;t do what he wants it to, the internet provider goes down, or the printer hangs, like everyone else. Based on what is so praised about the typical proprietary operating system, it should be very easy for all people to get used to it, right?&#xA;&#xA;The lesson is that any habit change is very difficult for most people, and they are usually stubborn. If they had been taught from the beginning how to use some Free Software desktop environment, tools, and applications, even if they were different from most common proprietary counterparts with similar functionality, they would get used to them and probably avoid the opposite situation. Just as the masses have been brainwashed into believing that there is only one way to use a computer. That is why they prefer to keep it the same, even if it is subject to premature obsolescence, vendor lock-in, privacy and security compromise or any other kind of heavy dependence on Big Tech, rather than learn anything at all that would make them capable of broad software freedom.&#xA;&#xA;#FreeSoftware #FreeAsInFreedom #GNU #Linux #GNULinux #FOSS #GNOME #KDE #Xfce #LXDE #Pantheon #Budgie #Firefox #FreeDesktop #desktop #POSIX #PC&#xA;&#xA;span class=&#34;post-sig&#34; lang=&#34;pt-BR&#34;🇧🇷🇵🇹 a href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;Este blogue/a © 2023-26 por a href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a é publicado sob a licença a href=&#34;https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br&#34; target=&#34;blank&#34; title=&#34;Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional&#34; CC BY-SA 4.0/a.br/span lang=&#34;en&#34;🇨🇦🇬🇧 a rel=&#34;cc:attributionURL&#34; href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;This blog/a © 2023-26 by a rel=&#34;cc:attributionURL dct:creator&#34; property=&#34;cc:attributionName&#34; href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a is licensed under a href=&#34;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;license noopener noreferrer&#34; style=&#34;display:inline-block;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;CC BY-SA 4.0/a. !--&amp;#x1F16D;&amp;#x1F16F;&amp;#x1F10E;--/span/spanspan style=&#34;font-size: 1.5em; vertical-align:middle;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;&#xD;&#xA;&amp;#127341;&amp;#127343;&amp;#127246;/span]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="ambiente-de-trabalho-proprietario-ou-de-software-livre-seria-apenas-o-primeiro" rel="nofollow">🇵🇹🇧🇷 <em>Versão em português disponível</em></a> <small>/ A Portuguese version is available.</small></p></blockquote>

<p>I strongly disagree when people mistakenly claim that “<strong><a href="https://kernel.org/linux.html" rel="nofollow">Linux</a></strong>” (meaning <a href="https://www.gnu.org/" rel="nofollow">GNU</a> and other <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Unix-like" rel="nofollow">Unix-like</a>) is designed to be used only on the <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Command-line_interface" rel="nofollow">command line interface</a>, and therefore end users would be better served by one or two more common desktop operating systems, especially the currently <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Wintel#Dominance" rel="nofollow">dominant one</a>.</p>

<p>There is indeed a strong “Linux”/etc focus on the <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Frontend_and_backend" rel="nofollow">backend</a>/<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Server-side" rel="nofollow">server-side</a>, thankfully, as they drive the information society world today, running most <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Web_server" rel="nofollow">web</a> and <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Database" rel="nofollow">database</a> servers and other infrastructure, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Supercomputer_operating_system" rel="nofollow">supercomputers</a>, important scientific projects, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Artificial_intelligence" rel="nofollow">artificial intelligence</a> development, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Android_(operating_system)" rel="nofollow">mobile</a> and embedded devices, like probably even your automobile. The said <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Unix_shell" rel="nofollow">command line interpreters</a> actually make life easier and faster for those who learn how to use them. This is not a weakness, but a very powerful feature.</p>

<p>Having said that, there has also been great development for decades on what we call <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Desktop_environment" rel="nofollow">Free Desktop environments</a>, with many different <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_X_Window_System_desktop_environments" rel="nofollow">implementations</a>, some more end-user oriented than others.</p>

<p><img src="https://daltux.net/img/blog/elementary-desktop.jpg" alt="Screenshot of Pantheon desktop, from Elementary OS, having a landscape wallpaper image, a transparent top bar with white characters and icons, highlighting the activation of an item responsable for opening an application selection menu with several icons to launch them and a text field for app searching. At the bottom, there is a dock with icons, probably for opening applications already running." title="Elementary OS, a GNU/Linux distribution, showing an application start menu on its desktop, named Pantheon, an example of free desktop environment especially designed for beginners." style="width:100%"/></p>

<p>Regular web browser and most application users have no need to know much about what the computer is doing behind the graphical <a href="https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Human%E2%80%93machine_interface" rel="nofollow">human-machine interface</a>. They rely on other people for technical support, and Free Desktop environments do not change this fact. The main difference is that there are more options and <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Free_Software_Definition" rel="nofollow">freedoms</a>, giving the impression of a harder choice. However, when asked to install software and maintain such a machine, it is the job of good computer technicians to learn the needs of their clients, know or find the options, and meet those needs. It does not have to be like a religion with a single, unquestionable, true solution for all situations, as is unfortunately often the case. On the contrary, the idea here is to empower users to fulfill their freedom and keep it sustainable.</p>

<p>My old man (over 70 years old), who is fortunately healthy but had never used a computer before, became a <a href="https://xfce.org" rel="nofollow">Xfce</a>/<a href="https://firefox.com" rel="nofollow">Firefox</a> “light” end user without proper training. He knows how to turn it on, enter his password, start the browser that has an icon, load some sites I left on the Bookmarks Toolbar, e.g. his banks, stock market, email provider, favorite news. Eventually, he learned how to type in other simple addresses, search, and even call me for remote assistance if needed. All this before he started using smartphones. Just like or better than the average older user of other systems. There are some PhD professors at the university who, even on the dominant OS, have a hard time doing all this, perhaps lacking the necessary will. He actually tried the built-in proprietary system without my interference after buying a new laptop (already years ago), but soon asked me to “fix” it. From time to time I upgrade <a href="https://debian.org/" rel="nofollow">Debian</a> for him, then it remains stable, resource efficient, secure, has what he needs, so how could he not be happy with it? He complains when a website doesn&#39;t do what he wants it to, the internet provider goes down, or the printer hangs, like everyone else. Based on what is so praised about the typical proprietary operating system, it should be very easy for all people to get used to it, right?</p>

<p>The lesson is that any habit change is very difficult for most people, and they are usually stubborn. If they had been taught from the beginning how to use some <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Free_software" rel="nofollow">Free Software</a> desktop environment, tools, and applications, even if they were different from most common proprietary counterparts with similar functionality, they would get used to them and probably avoid the opposite situation. Just as the masses have been brainwashed into believing that there is only one way to use a computer. That is why they prefer to keep it the same, even if it is subject to <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Planned_obsolescence" rel="nofollow">premature obsolescence</a>, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Vendor_lock-in" rel="nofollow">vendor lock-in</a>, privacy and security compromise or any other kind of heavy dependence on <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Big_Tech" rel="nofollow">Big Tech</a>, rather than learn anything at all that would make them capable of broad <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html" rel="nofollow">software freedom</a>.</p>

<p><a href="/daltux/tag:FreeSoftware" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">FreeSoftware</span></a> <a href="/daltux/tag:FreeAsInFreedom" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">FreeAsInFreedom</span></a> <a href="/daltux/tag:GNU" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNU</span></a> <a href="/daltux/tag:Linux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Linux</span></a> <a href="/daltux/tag:GNULinux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNULinux</span></a> <a href="/daltux/tag:FOSS" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">FOSS</span></a> <a href="/daltux/tag:GNOME" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNOME</span></a> <a href="/daltux/tag:KDE" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">KDE</span></a> <a href="/daltux/tag:Xfce" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Xfce</span></a> <a href="/daltux/tag:LXDE" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">LXDE</span></a> <a href="/daltux/tag:Pantheon" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Pantheon</span></a> <a href="/daltux/tag:Budgie" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Budgie</span></a> <a href="/daltux/tag:Firefox" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Firefox</span></a> <a href="/daltux/tag:FreeDesktop" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">FreeDesktop</span></a> <a href="/daltux/tag:desktop" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">desktop</span></a> <a href="/daltux/tag:POSIX" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">POSIX</span></a> <a href="/daltux/tag:PC" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">PC</span></a></p>

<p><span class="post-sig" lang="pt-BR">🇧🇷🇵🇹 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">Este blogue</a> © 2023-26 por <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> é publicado sob a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br" target="_blank" title="Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>.<br/><span lang="en">🇨🇦🇬🇧 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">This blog</a> © 2023-26 by <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> is licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/" target="_blank" style="display:inline-block;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>. </span></span><span style="font-size: 1.5em; vertical-align:middle;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license">
🅭🅯🄎</span></p>
]]></content:encoded>
      <guid>https://blog.ayom.media/daltux/proprietary-vs</guid>
      <pubDate>Sun, 24 Dec 2023 22:01:03 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Instabilidade no Ubuntu: motivo e solução</title>
      <link>https://blog.ayom.media/daltux/instabilidade-no-ubuntu-motivo-e-solucao</link>
      <description>&lt;![CDATA[  smallÚltima revisão: 13/11/2023/small&#xA;&#xA;Ubuntu, recentemente (22.04a href=&#34;#iums-footnote-1&#34;sup1]/sup/a em diante), na sua variação para [desktop, inclui um serviço &#34;systemd-oomd&#34; que mata processos que estejam consumindo muita memória, preventivamente, bem antes que ela se esgote e haja potencial travamento. A ideia parece boa, porém, como está implementada, acaba sendo exagerada.&#xA;&#xA;!--more--Não adianta disponibilizar mais swapa href=&#34;#iums-footnote-2&#34;sup2]/sup/a, pois o novo mecanismo entra em ação quando qualquer processo (leia-se provavelmente o [navegador) tem a tendência de ocupar mais do que 50% da RAM por mais de 20s, por padrão. Pode conferir suas definições executando oomctl. Mesmo alterar as configurações (em /etc/systemd/oomd.conf) parece não solucionar, pois, no fim, impede que o usuário ocupe toda a memória.&#xA;&#xA;Na prática comum, se a máquina não tiver muita RAM sobrando, o navegador, ao ser utilizado mais intensamente, acaba sendo fechado bruscamente, enquanto ainda praticamente nem foi usada swap. Pior que, se não olhar o sysloga href=&#34;#iums-footnote-3&#34;sup[3]/sup/a (ou journalctla href=&#34;#iums-footnote-4&#34;sup[4]/sup/a), o usuário nem fica sabendo por quêa href=&#34;#iums-footnote-5&#34;sup[5]/sup/a. Talvez culpe a aplicação. Havendo escassez de RAM, isso pode acontecer com qualquer programa razoavelmente espaçoso como, por exemplo, enquanto edita uma planilha ou outro arquivo, ou desenvolve um sistema. Há relatosa href=&#34;#iums-footnote-6&#34;sup[6]/sup/a de que, dependendo da situação, até aquele que chamou os processos pode vir a ser encerrado, como seu terminal ou a área de trabalho completa. Portanto, há risco de perder dados não salvos.&#xA;&#xA;Independentemente do que tentam sistemas operacionais, utilitários ou aplicativos para mitigar a questão, é claro que utilizar uma máquina com memória insuficiente terá efeitos indesejados ou será até inviável. Swap felizmente permite que mais memória esteja disponível para processos em execução, tendo o efeito adverso de lentidão ao transferir páginas de memória para/do armazenamento, sobretudo se este for mecânicoa href=&#34;#iums-footnote-7&#34;sup[7]/sup/a. O &#34;systemd-oomd&#34;, por matar processos antes que ocupem toda a memória, dá uma falsa sensação de menos travamento. Entretanto, o preço a pagar por essa comodidade é alto.&#xA;&#xA;O que se pode fazer, por enquanto, data venia, é contrariar a Canonical (empresa que mantém o Ubuntu) e retornar ao que sempre funcionou, bem ou mal: confiar apenas no próprio Kernel (Linux) para matar emergencialmente os processos mais vorazes somente quando estiver esgotada a memória total, incluindo swap. É uma situação extrema em que já não há mais memória disponível, gerando congelamento até que o #Kernel, vagarosamente, consiga recuperar memória suficiente para os processos sobreviventes continuarem a execução. Essa problemática foi a motivação de Ubuntu incluir tal serviço paralelo, para evitar esse tipo de travamento. Contudo, acaba podendo ser pior.&#xA;&#xA;É possível desabilitar o systemd-oomd com: sudo systemctl disable --now systemd-oomd.service&#xA;&#xA;Mas, isto não garante que ele não seja invocado posteriormente por algum outro serviço. De fato, mesmo com o serviço desabilitado, ele pode acabar sendo encontrado em execução após um reboot, gerando os mesmos sintomas. Uma alternativa seria &#34;mascará-lo&#34;: sudo systemctl mask systemd-oomd a href=&#34;#iums-footnote-8&#34;sup[8]/sup/a&#xA;&#xA;A mais eficaz e definitiva solução é desinstalar o pacote systemd-oomda href=&#34;#iums-footnote-9&#34;sup[9]/sup/a. Não há dependentes, portanto não há impedimento:&#xA;&#xA;sudo apt remove --purge systemd-oomd&#xA;Se, futuramente, o funcionamento de tal mecanismo for aperfeiçoado, ou se mudar de ideia, basta reinstalar esse pacote.&#xA;&#xA;Observação&#xA;O texto está focado no #Ubuntu pois era uma distribuição que o autor utilizava no cotidiano à época da redação, todavia também é válido para outras que trazem o &#34;systemd-oomd&#34;, como Fedora ≥34.a href=&#34;#iums-footnote-10&#34;sup[10]/sup/a&#xA;---&#xA;smallspan id=&#34;iums-footnote-1&#34;1]/span Ubuntu 22.04 LTS lançado em abril de 2022. Confira os [detalhes (em inglês).&#xA;span id=&#34;iums-footnote-2&#34;2]/span Mecanismo de [memória virtual: partição ou arquivo de troca de paginação de memória física para disco que permite ter mais memória livre.&#xA;span id=&#34;iums-footnote-3&#34;[3]/span Registro de eventos do sistema, geralmente disponível no arquivo /var/log/syslog.&#xA;span id=&#34;iums-footnote-4&#34;4]/span Saiba [como utilizar o journalctl para visualizar mensagens do systemd.&#xA;span id=&#34;iums-footnote-5&#34;5]/span Cf. [relato de bug do systemd.&#xA;span id=&#34;iums-footnote-6&#34;[6]/span Cf., p. ex., https://techhq.com/2022/07/ubuntu-22-oomd-app-killer-memory-pressure/, https://bugzilla.redhat.com/showbug.cgi?id=1941340, https://bugzilla.redhat.com/showbug.cgi?id=1933494, https://askubuntu.com/questions/1404888&#xA;span id=&#34;iums-footnote-7&#34;7]/span Há maneiras de otimizar um pouco o uso de swap atualmente, como [zswap ou zram, boas sugestões. Confira ainda um texto do Arch Linux a respeito (em inglês), incluindo outras opções de limpeza automática de memória similares ao &#34;systemd-oomd&#34;.&#xA;span id=&#34;iums-footnote-8&#34;[8]/span Cf. https://www.cjjackson.dev/posts/what-is-systemd-oomd-how-to-disable-it/&#xA;span id=&#34;iums-footnote-9&#34;[9]/span Cf. https://askubuntu.com/a/1423840/1007603&#xA;span id=&#34;iums-footnote-10&#34;10]/span Cf. [relato de bug de 2021./small&#xA;&#xA;#systemd #RAM #Ubuntu #Fedora #GNU #Linux #swap&#xA;&#xA;span class=&#34;post-sig&#34; lang=&#34;pt-BR&#34;🇧🇷🇵🇹 a href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;Este blogue/a © 2023-26 por a href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a é publicado sob a licença a href=&#34;https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br&#34; target=&#34;blank&#34; title=&#34;Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional&#34; CC BY-SA 4.0/a.br/span lang=&#34;en&#34;🇨🇦🇬🇧 a rel=&#34;cc:attributionURL&#34; href=&#34;https://blog.ayom.media/daltux&#34;This blog/a © 2023-26 by a rel=&#34;cc:attributionURL dct:creator&#34; property=&#34;cc:attributionName&#34; href=&#34;https://daltux.net/&#34; rel=&#34;me&#34;Daltux/a is licensed under a href=&#34;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;license noopener noreferrer&#34; style=&#34;display:inline-block;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;CC BY-SA 4.0/a. !--&amp;#x1F16D;&amp;#x1F16F;&amp;#x1F10E;--/span/spanspan style=&#34;font-size: 1.5em; vertical-align:middle;&#34; title=&#34;Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license&#34;&#xD;&#xA;&amp;#127341;&amp;#127343;&amp;#127246;/span]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><small>Última revisão: 13/11/2023</small></p></blockquote>

<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu" rel="nofollow">Ubuntu</a>, recentemente (22.04<a href="#iums-footnote-1" rel="nofollow"><sup>[1]</sup></a> em diante), na sua variação para <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Desktop_Linux" rel="nofollow"><em>desktop</em></a>, inclui um serviço “<strong><a href="https://www.freedesktop.org/software/systemd/man/systemd-oomd.html" rel="nofollow">systemd-oomd</a></strong>” que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/SIGKILL" rel="nofollow">mata</a> processos que estejam consumindo muita memória, preventivamente, bem antes que ela se esgote e haja potencial travamento. A ideia parece boa, porém, como está implementada, acaba sendo exagerada.</p>

<p>Não adianta disponibilizar mais <em>swap</em><a href="#iums-footnote-2" rel="nofollow"><sup>[2]</sup></a>, pois o novo mecanismo entra em ação quando qualquer processo (leia-se provavelmente <em>o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Navegador_web" rel="nofollow">navegador</a>)</em> tem a tendência de ocupar mais do que 50% da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_de_acesso_aleat%C3%B3rio" rel="nofollow">RAM</a> por mais de 20s, por padrão. Pode conferir suas definições executando <code>oomctl</code>. Mesmo alterar as configurações (em <a href="https://www.freedesktop.org/software/systemd/man/oomd.conf.html" rel="nofollow"><code>/etc/systemd/oomd.conf</code></a>) parece não solucionar, pois, no fim, impede que o usuário ocupe toda a memória.</p>

<p>Na prática comum, se a máquina não tiver <strong>muita</strong> RAM sobrando, o navegador, ao ser utilizado mais intensamente, acaba sendo fechado bruscamente, enquanto ainda praticamente nem foi usada <em>swap</em>. Pior que, se não olhar o <em>syslog</em><a href="#iums-footnote-3" rel="nofollow"><sup>[3]</sup></a> (ou <code>journalctl</code><a href="#iums-footnote-4" rel="nofollow"><sup>[4]</sup></a>), o usuário nem fica sabendo por quê<a href="#iums-footnote-5" rel="nofollow"><sup>[5]</sup></a>. Talvez culpe a aplicação. Havendo escassez de RAM, isso pode acontecer com qualquer programa razoavelmente espaçoso como, por exemplo, enquanto edita uma planilha ou outro arquivo, ou desenvolve um sistema. Há relatos<a href="#iums-footnote-6" rel="nofollow"><sup>[6]</sup></a> de que, dependendo da situação, até aquele que chamou os processos pode vir a ser encerrado, como seu terminal ou a área de trabalho completa. Portanto, há <strong>risco de perder dados</strong> não salvos.</p>

<p>Independentemente do que tentam sistemas operacionais, utilitários ou aplicativos para mitigar a questão, é claro que utilizar uma máquina com memória insuficiente terá efeitos indesejados ou será até inviável. <em>Swap</em> felizmente permite que mais memória esteja disponível para processos em execução, tendo o efeito adverso de lentidão ao transferir páginas de memória para/do armazenamento, sobretudo se este for mecânico<a href="#iums-footnote-7" rel="nofollow"><sup>[7]</sup></a>. O “systemd-oomd”, por matar processos antes que ocupem toda a memória, dá uma falsa sensação de menos travamento. Entretanto, o preço a pagar por essa comodidade é alto.</p>

<p>O que se pode fazer, por enquanto, <em><a href="https://pt.wiktionary.org/wiki/data_venia" rel="nofollow">data venia</a></em>, é contrariar a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Canonical_Ltd." rel="nofollow">Canonical</a> (empresa que mantém o Ubuntu) e retornar ao que sempre funcionou, bem ou mal: confiar apenas no próprio <em><a href="https://www.kernel.org/linux.html" rel="nofollow">Kernel</a></em> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux" rel="nofollow">Linux</a>) para matar emergencialmente os processos mais vorazes somente quando estiver esgotada a memória total, incluindo <em>swap</em>. É uma situação extrema em que já não há mais memória disponível, gerando congelamento até que o <a href="/daltux/tag:Kernel" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Kernel</span></a>, vagarosamente, consiga recuperar memória suficiente para os processos sobreviventes continuarem a execução. Essa problemática foi a motivação de Ubuntu incluir tal serviço paralelo, para evitar esse tipo de travamento. Contudo, acaba podendo ser pior.</p>

<p>É possível desabilitar o <em>systemd-oomd</em> com: <code>sudo systemctl disable --now systemd-oomd.service</code></p>

<p>Mas, isto não garante que ele não seja invocado posteriormente por algum outro serviço. De fato, mesmo com o serviço desabilitado, ele pode acabar sendo encontrado em execução após um <em>reboot</em>, gerando os mesmos sintomas. Uma alternativa seria “mascará-lo”: <code>sudo systemctl mask systemd-oomd</code> <a href="#iums-footnote-8" rel="nofollow"><sup>[8]</sup></a></p>

<p>A mais eficaz e definitiva solução é desinstalar o pacote <code>systemd-oomd</code><a href="#iums-footnote-9" rel="nofollow"><sup>[9]</sup></a>. Não há dependentes, portanto não há impedimento:</p>

<pre><code class="language-bash">sudo apt remove --purge systemd-oomd
</code></pre>

<p>Se, futuramente, o funcionamento de tal mecanismo for aperfeiçoado, ou se mudar de ideia, basta reinstalar esse pacote.</p>

<h2 id="observação">Observação</h2>

<p>O texto está focado no <a href="/daltux/tag:Ubuntu" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Ubuntu</span></a> pois era uma distribuição que o autor utilizava no cotidiano à época da redação, todavia também é válido para outras que trazem o “systemd-oomd”, como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fedora_Linux" rel="nofollow">Fedora</a> ≥34.<a href="#iums-footnote-10" rel="nofollow"><sup>[10]</sup></a></p>

<hr>

<p><small><span id="iums-footnote-1">[1]</span> Ubuntu 22.04 LTS lançado em abril de 2022. Confira os <a href="https://discourse.ubuntu.com/t/jammy-jellyfish-release-notes/24668" rel="nofollow">detalhes (em inglês)</a>.
<span id="iums-footnote-2">[2]</span> Mecanismo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_virtual" rel="nofollow">memória virtual</a>: partição ou arquivo de troca de paginação de memória física para disco que permite ter mais memória livre.
<span id="iums-footnote-3">[3]</span> Registro de eventos do sistema, geralmente disponível no arquivo <code>/var/log/syslog</code>.
<span id="iums-footnote-4">[4]</span> Saiba <a href="https://www.digitalocean.com/community/tutorials/how-to-use-journalctl-to-view-and-manipulate-systemd-logs-pt" rel="nofollow">como utilizar o <code>journalctl</code></a> para visualizar mensagens do systemd.
<span id="iums-footnote-5">[5]</span> Cf. <a href="https://github.com/systemd/systemd/issues/20649" rel="nofollow">relato de <em>bug</em> do systemd</a>.
<span id="iums-footnote-6">[6]</span> Cf., p. ex., <a href="https://techhq.com/2022/07/ubuntu-22-oomd-app-killer-memory-pressure/" rel="nofollow">https://techhq.com/2022/07/ubuntu-22-oomd-app-killer-memory-pressure/</a>, <a href="https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1941340" rel="nofollow">https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1941340</a>, <a href="https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1933494" rel="nofollow">https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1933494</a>, <a href="https://askubuntu.com/questions/1404888" rel="nofollow">https://askubuntu.com/questions/1404888</a>
<span id="iums-footnote-7">[7]</span> Há maneiras de otimizar um pouco o uso de <em>swap</em> atualmente, como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zswap" rel="nofollow">zswap</a> ou <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zram" rel="nofollow">zram</a>, boas sugestões. Confira ainda um <a href="https://wiki.archlinux.org/title/Improving_performance#RAM,_swap_and_OOM_handling" rel="nofollow">texto do Arch Linux a respeito (em inglês)</a>, incluindo outras opções de limpeza automática de memória similares ao “systemd-oomd”.
<span id="iums-footnote-8">[8]</span> Cf. <a href="https://www.cjjackson.dev/posts/what-is-systemd-oomd-how-to-disable-it/" rel="nofollow">https://www.cjjackson.dev/posts/what-is-systemd-oomd-how-to-disable-it/</a>
<span id="iums-footnote-9">[9]</span> Cf. <a href="https://askubuntu.com/a/1423840/1007603" rel="nofollow">https://askubuntu.com/a/1423840/1007603</a>
<span id="iums-footnote-10">[10]</span> Cf. <a href="https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1941170" rel="nofollow">relato de <em>bug</em> de 2021</a>.</small></p>

<p><a href="/daltux/tag:systemd" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">systemd</span></a> <a href="/daltux/tag:RAM" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">RAM</span></a> <a href="/daltux/tag:Ubuntu" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Ubuntu</span></a> <a href="/daltux/tag:Fedora" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Fedora</span></a> <a href="/daltux/tag:GNU" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">GNU</span></a> <a href="/daltux/tag:Linux" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Linux</span></a> <a href="/daltux/tag:swap" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">swap</span></a></p>

<p><span class="post-sig" lang="pt-BR">🇧🇷🇵🇹 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">Este blogue</a> © 2023-26 por <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> é publicado sob a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt-br" target="_blank" title="Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>.<br/><span lang="en">🇨🇦🇬🇧 <a href="https://blog.ayom.media/daltux" rel="nofollow">This blog</a> © 2023-26 by <a href="https://daltux.net/" rel="nofollow">Daltux</a> is licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/" target="_blank" style="display:inline-block;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license" rel="nofollow noopener">CC BY-SA 4.0</a>. </span></span><span style="font-size: 1.5em; vertical-align:middle;" title="Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International license">
🅭🅯🄎</span></p>
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      <guid>https://blog.ayom.media/daltux/instabilidade-no-ubuntu-motivo-e-solucao</guid>
      <pubDate>Wed, 19 Jul 2023 17:22:00 +0000</pubDate>
    </item>
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